
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O Oxigénio foi substituído por ondas Wi-Fi
Numa época em que a tecnologia está cada vez mais desenvolvida e a rede Wireless começou a ser parte constituinte do ar, ninguém faz nada para combater o isolamento pessoal. Fala-se em comunidades virtuais, mas a verdadeira comunicação é escassa.
Nas Jornadas Obciber de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, António Granado, professor da Universidade Nova de Lisboa, alertou para a necessidade dos jovens estudantes de jornalismo se inteirarem e participarem nas novas comunidades virtuais. O Twitter e o Facebook realmente podem ser importantes a nível comunicacional, porém são muito mal aproveitados pelos seus utilizadores.
A grande maioria dos meios de comunicação online limita-se a colar os títulos das suas notícias nas suas publicações no Facebook e no Twitter. É o mal menor... O maior atentado à utilização de redes sociais é o facto dos seus utilizadores colocarem informações realmente irrisórias e sem qualquer cabimento. Surgem várias vezes postagens no Twitter do género: “Vou tomar banho, já volto!”. Esta informação em nada enriquece os utilizadores da comunidade, ficando apenas a saber que aquela pessoa cumpre os hábitos normais de higiene de um ser humano.É esta a comunicação do futuro?
António Granado referiu o facto dos custos da Internet via telemóvel serem ainda bastante elevados em Portugal relativamente à média Europeia. Diariamente vão sendo criados novos objectos que possibilitam o acesso à Internet, sobretudo à rede wireless. Um acesso exagerado. As pessoas respiram e vivem da Internet, consumindo drasticamente o mundo virtual. O Oxigénio foi substituído por ondas Wi-Fi e as relações sociais acabam por ser cada vez mais raras. O falar cara-a-cara é cada vez mais um mito urbano e as comunidades sociais em nada ajudam para combater este problema. Se há algo a dizer, publica-se no Twitter ou no Face, como já é apelidado. Amizades, relacionamentos e namoros à distância empobrecem as relações sociais.
O “ter um blog” está tanto na moda que correm rios de informação a todos os milésimos de segundos. Alguns valorizam este facto, outros alertam para os seus perigos. Granado, editor do Público.pt, apenas referiu o facto de haver um grande volume de informação disponível na Internet, porém esqueceu-se de referir o mais importante: que uma amostra significativa dela não é verdadeira. Este sim, é um problema da Internet. O ciberleitor tem que estar constantemente alerta pois pode estar a ler a maior mentira da sua vida e não o sabe. No final, quando é procurado o autor da falsa informação este nunca chega a ser encontrado.
O estado actual da Internet pode, assim, ser comparado com uma montanha. Existe uma enorme quantidade de elementos quando olhamos para ela, porém só podemos saber o que está por detrás disso quando analisamos esses elementos com um olhar atento e desconfiado.
Mariana Catarino
2º ano, Turma 4
Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia
TEJ Imprensa
Dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Apesar de ser cristã, adorei!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
“No Entiendo”
A crise actual deixou os portugueses num estado de tal calamidade que todos os valores, qualidades e defeitos do povo lusitano são postos em causa. Somos os piores a conduzir, temos o pior sistema educativo, somos os piores alunos a
matemática e já se fala de sermos, também, os piores alunos a português.
Porém, tal como o governo de Sócrates esqueceu a cultura do nosso país, também os portugueses deixaram de incluir no seu dicionário a palavra “qualidade”. No seu lugar entraram palavras como “defeito”, “escuridão”, “crise”, “descalabro”, “miséria”, “vergonha” e “desastre”. Será que em 10 milhões de habitantes não existe uma alma iluminada que não despreze unicamente o seu povo e pense no que ele tem de bom?
Quando um estudo demonstrou que a Letónia é o país mais infeliz, um olhar de desilusão e incredibilidade estampou-se na cara dos portugueses. Ocupamos, agora, o segundo lugar no pódio! Este espírito derrotista não leva a lado nenhum e, modéstia à parte, não somos assim tão maus!
O povo português é conhecido por ser extremamente acolhedor e hospitaleiro. Todos aqueles que decidem trabalhar, passar férias e conhecer o rectângulo da Europa são recebidos com sorrisos rasgados e coração aberto. Se algum estrangeiro está perdido, lá está o português para gpsiar o caminho. É de valorizar a enorme capacidade de desenrasque dos portugueses que, alguns apenas com a quarta um portuinglês. No final, expressões de estranheza e desentendimento estampam-se nos
rostos daqueles que não conhecem a nação das quinas. Surgem expressões como “no entiendo”, “non capisco”, “ne pas comprende” e “sorry, but I don't understand”. E, sem cessar, lá vai o português tentar repetir o que disse com um sotaque parecido àquele que ouve nos filmes e nas telenovelas. Não há alternativa. A nossa faceta poliglota de pouco adianta pois só nós temos essa qualidade natural. Ainda não foi encontrado um consenso relativamente às causas deste fenómeno, mas fala-se da complexidade da língua portuguesa conduzir a um grande desenvolvimento da compreensão e percepção da oralidade.
A única coisa que me é incompreensível é o facto de os cidadãos estrangeiros nunca entenderem o que os portugueses dizem. Para eles, não passam de grunhidos. Por vezes, tratam-se de palavras semelhantes entre as duas línguas em causa e, no final lá vem o “no entiendo”. A pronúncia e a fonética são de tal forma dominantes ,que os levam a desinteressarem-se por tentar compreender as restantes linguagens.
Insistência, tentativa, perseverança e vontade levam este povo a qualquer lado. O caminho não será por aqui?
Mariana Catarino
Crónica, TEJ Imprensa
Novembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Vida, segredo e facilidade




